sábado, 27 de novembro de 2010

ESPERA NO SENHOR

Segundo um site da Internet a Esperança é: “uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal. A esperança requer uma certa perseverança — i.e., acreditar que algo é possível mesmo quando há indicações do contrário. O sentido de crença deste sentimento o aproxima muito dos significados atribuídos à fé.” (http://pt.wikipedia.org )


Para os cristãos a Esperança está muito relacionada com a felicidade, com as inquietudes do coração humano. A relação com Deus nos faz ter uma visão, uma alegria e uma expectativa de que dias melhores virão e mesmo na adversidade, “Estarei feliz no Senhor cantando a Deus, meu Salvador” (Hab 3,18). Podemos perceber que a maior esperança, que pode superar todas as dificuldades, vem do encontro com Deus que manifestou seu amor na entrega de seu Filho Jesus Cristo. Quanto a isto podemos ter a certeza de que, qualquer que seja nossos problemas, temos que olhar para Cruz de Cristo. A identificação é mística e espiritual; tem haver com nossa maneira de envolver-nos com o mistério. Ele está fincado e morto à vida neste mundo. Nós, Nele, deixamo-nos fincar na cruz e morremos para o orgulho, para nossa falta de solidariedade, para o nosso egoísmo. Em Cristo somos ressuscitados, somos envolvidos e identificados Nele. A cruz é sinal de salvação e nos gloriamos da cruz de Cristo, pela qual fomos fincados e mortos ao pecado e renascidos no amor e na graça de Deus.


Por Elimar

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A CONVIVENCIA HUMADA DEPENDE DA TUA CONVERSÃO

Hoje estava assistindo ao noticiário do canal Globo News, no horário das 08:00 da manhã, e uma frase me chamou muita atenção: Os seres humanos se diferenciam dos outros porque são seres sociais, ou seja, são homens e mulheres de relação, de convivência; o ser humano é um ser social.


Lembrei-me do tempo quando cursei a filosofia, no qual vimos estas diferenciações dos outros seres em relação ao ser humano. Aliás, a minha monografia, num dos capítulos, defendeu que a relação humana é a base para uma sociedade mais ética e menos ontológica, ou seja, menos burocracia, demagogia e sim, valorizadora do homem e da mulher integralmente. Não estamos fazendo aqui um personalismo egocêntrico que exclui os outros seres, mas, estamos dando vez para os nossos. Conseqüentemente, após bem estruturada a nossa humanidade, conseguirá ser hospitaleira para com os outros, pois uma casa bem arrumada consegue receber qualquer um de maneira adequada.



Há muitos séculos, Platão já afirmara que nos associamos, nos juntamos em sociedade, porque um nutre a deficiência do outro, ou seja, a minha necessidade é saciada pela capacidade do outro, assim como o que possuo pode ajudar o outro naquilo que lhe falta.

Mas, sem dúvida, dentro do convívio humano há uma grande complexidade, ainda mais quando se quer por o Evangelho em pratica. Sabe por que?
Porque existem os que chamamos de “camaleão”, que se transformam conforme a estação. Na verdade, há aqueles que mudam conforme lhe agrada. Por isso, nos foi alertado pelo HOMEM DE NAZÁRE: “Cuidado com o fermento dos...” (Mc 8,14-21). Qual a razão para um homem tão divino nos recomendar para termos cuidado com certa classe de pessoa?
A grande razão para isso é que esta classe não vive na relação com o outro, visando o bem pelo bem, mas pelo contrário, vivem num suposto rigorismo somente para se beneficiar. Aliás, proíbem os outros de tomarem determinadas atitudes, com a desculpa de que não é permitido fazer tal coisa em determinada ocasião, por causa de uma determinada norma (isso é ontologizar as relações humanas, porque tira do humano a sua fundamental característica, a liberdade).
O discurso atual desta classe é moralista (dissimulação piegas), acusam os outros de que só vivem para fazer, esquecendo-se de ser. Sem dúvida, estão certos em parte, contudo, falam isso para fugir da realidade e de sua parte, ou seja, seria a mesma cena do homem caído, espancado, passarmos adiante e impedir que outros ajam, porque seria ativismo ou outra coisa qualquer.
Cabe lembrar a frase que é atribuída ao nosso amigo Aristóteles: “A virtude está no meio”. Não podemos querer enquadrar os outros seres humanos na nossa maneira de pensar ou dentro da ideologia pessoal. Sem o respeito mútuo não conseguiremos manter nossa real essência: somos seres sociais, por isso, devemos manter aquilo que nos é próprio: a relação consciente entre homens e mulheres.

Será que tu conheces alguma pessoa assim?
A solução é a seguinte: precisas rever tua vida, pois se conseguises enxergar isso é porque alguma coisa há em ti. Não necessariamente tudo, mas algum requisito, pois só vemos aquilo que conhecemos.
Quando Jesus nos alertou sobre o fermento dos fariseus, foi exatamente para nos lembrar disso, pois podemos ser igual ou pior quanto aquele que alegamos ser “maldito”. Ele nos alertou, cabe a cada um procurar fazer sua parte e quando se deparar com uma realidade desta, procurar entrar em si, ver o que não está tão bom e procurar mudar, porque não adianta querer que o outro mude. A verdade é que os outros só se converterão quando vêem em ti que a mudança vale à pena. A conversão começa por mim e depois chega em você!(O conhecer a si mesmo é o primeiro passo da conversão... o seguinte é buscar as coisas do alto,encontrando em Jesus Cristo unico Caminho).

Sem dúvida, o testemunho, a fé com obras, vale mais do que mil palavras e discursos.
Procuremos realizar o projeto de Deus aqui na Terra, procuremos fazer aqui a sociedade do amor e não nos iludamos com vindas fictícias as quais poderão te conduzir ao precipício sem retorno. Pense nisso e se der, procure mudar aquilo que seja necessário para melhor fazermos valer aquela frase: Somos seres sociais e não animais selvagens em busca da sua caça.


Por Tiago

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O ADVENTO

O Tempo do Advento possui dupla característica: é um tempo de preparação para a solenidade do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, e também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo o Tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa.


O Tempo do Advento começa com as Primeiras Vésperas do domingo que cair no dia 30 de novembro ou no domingo que lhe fica mais próximo, terminando antes das Primeiras Vésperas do Natal do Senhor.

As atitudes interiores que nos preparam melhor para esta vinda podem ser assim expressas:

Manter-se vigilantes na fé, na oração, em uma abertura atenta e disponível para conhecer os “sinais” da vinda do Senhor em todas as circunstâncias e momentos da vida até o fim dos tempos. 
• Andar no caminho traçado por Deus, sem se extraviar por caminhos tortuosos: “converter-se” para seguir a Jesus para o Reino do Pai.
• Dar testemunho da alegria que Jesus Salvador no traz, com a caridade afável e paciente para com os outros, com a abertura para todas as iniciativas de bem, através das quais já se constrói o Reino futuro na alegria sem fim.
• Manter um coração pobre vazio de si, imitando José Nossa Senhora, João Batista, os outros “pobres” do evangelho que, precisamente por isso souberam reconhecer em Jesus o Filho de Deus que, veio salvar os homens.


• Participar da celebração Eucarística neste Tempo do Advento significa acolher e reconhecer o Senhor, que continuamente vem ficar no meio de nós e segui-lo no caminho que leva ao Pai; afim de que, com sua vinda gloriosa no fim dos tempos, ele nos introduza todos jutos no Reino.


Fonte: Instrução Geral do Missal Romano e Introdução ao Lecionário- Conferencia nacional dos Bispos do Brasil. Edição CNBB


Por Gildenor

terça-feira, 9 de novembro de 2010

CHAMADOS A SANTIDADE

Quando se fala em santidade, parece ser algo impossível e ao mesmo tempo distante para nós, como seres humanos fracos e limitados. Embora seja uma ordem de Jesus para nós: “Sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito”. (Mt 5,48). O caminho para a santidade é uma busca incessante, é um convite do nosso Mestre Jesus Cristo ao seguimento e a nos despojarmos de nós mesmos, e ir ao seu encontro, pois somos inseridos nesta graça a partir do sacramento do nosso Batismo: “Na água do Batismo fomos lavados, santificados, justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus” (1Cor 6,11). Durante toda nossa vida, nosso Pai “nos chama à santidade” (1Ts 4,7). CIC 2813.
Este chamado nos possibilita a uma vida íntima e de entrega, sacrifício, amor e doação nas mãos do nosso Pai do Céu. Apesar da nossa pequenez, somos irradiados pela graça e força do Espírito Santo que habita em nós; “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?” (1Cor 6,19).


Se somos este templo vivo do Espírito Santo, dado pelo Pai, precisamos reacender esta chama viva do teu amor em nós, este fogo abrasador dentro em nosso interior, e assim reavivar o imenso amor pelo qual fomos revestidos, e esta graça santificante se dá a partir do momento da nossa entrega total nas mãos de Deus.Tudo é possível quando nos abandonamos em seu amor. Santa Terezinha nos ensina: "Para mim acho que a perfeição é fácil de se praticar, porque compreendi que basta pegar Jesus pelo coração”. E dessa maneira precisamos nos deixar conduzir pela a força do Espírito Santo e assim caminharmos cada dia em busca da santidade.
Guiados pelo Espírito Santo, peçamos ao Pai que ajude-nos a progredir sempre no caminho que nos levará a santidade, dando-nos os frutos do Espírito: “caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança”. (Gl 5,22).



Por Antonio

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O que é Oração?

No mundo em que vivemos hoje, mais do que nunca se faz necessário um profundo relacionamento com Deus, através da oração e das mais diversas formas de oração. Santa Teresinha afirmou: “A oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e de amor, no meio da provação ou no meio da alegria”.




A humildade é a base da oração. Santo agostinho dizia: “A humildade é a disposição para receber gratuitamente o dom da oração; o homem é um mendigo de Deus”. No entanto, a nossa oração é sempre resposta de fé á promessa gratuita da salvação, que nos é dada por Deus quando abrimos o nosso coração ao plano d’Ele.
A oração brota no coração do ser humano, ela vem de dentro. O coração é a sede do amor, o centro escondido do nosso ser, inatingível pela razão ou por outra pessoa. Só o Espírito de Deus pode sondá-lo e conhecê-lo. O coração é o lugar da decisão, é o lugar da verdade, onde também escolhemos a vida ou a morte, a luz ou as trevas, a amizade ou a inimizade com Deus. Todos nós devemos ser pessoas com espírito de oração, pois através da oração discernimos a vontade de Deus e vencemos as tentações de seguir outros caminhos.
A oração é o relacionamento vivo dos filhos de Deus com seu Pai infinitamente bom, com seu filho Jesus Cristo e com o Espírito Santo. É desta forma que a oração foi revelada por Jesus. Em várias passagens dos Evangelhos está contido que Jesus ficava noites em oração ao Pai. E, quando os apóstolos pediram que Jesus os ensinasse a rezar, Ele simplesmente lhes ensinou a abrir o coração ao Pai, através da oração do Pai Nosso, que é o modelo perfeito da oração filial de Jesus.
“A oração diária é sinal do primado da graça no caminho do discípulo missionário. Por isso, é necessário aprender a orar, voltando sempre a aprender essa arte dos lábios do Mestre”.(Documento de Aparecida, p.119).
“Não se entra em oração com a cabeça, mas com o coração. Não com o que se sabe, mas com o que se vive. Não com idéias ou palavras, mas com toda a pessoa. É a nossa pessoa que reza. A oração não se avalia pelas palavras que se dizem, pois as palavras nem sempre vêm do fundo do coração”.(A Oração: eu a reencontrei; p.44)
Lembra-te do Evangelho: “Quando orares, não uses palavras vãs, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos”. (Mt 6,7).
Portanto, a oração é a amizade com Cristo. A oração une e leva o mundo a crer. A oração é importante na vida de todas as pessoas, e em todas as fases da vida. E acima de tudo, a oração se dá principalmente a partir do silêncio, pois é a relação de Deus para com seu povo, é a escuta do povo à Palavra de Deus. Nós também hoje, suplicamos a Jesus: “Senhor, ensina-nos a orar”. O objetivo principal de nossa oração é conhecer Jesus Cristo, assimilar seus ensinamentos, para assim dizer o sim e segui-lo até o fim.


Por Valdecir