segunda-feira, 26 de julho de 2010


SÃO TIAGO

Tiago era filho de Zebedeu e Salomé, denominado o “maior”, para distingui-lo do apóstolo homônimo “primo do Senhor” ou apenas por ser o irmão mais velho de João, evangelista, com quem foi chamado entre os primeiros discípulos por Jesus e foi solícito em segui-lo (Mc 1,19s).
É sempre colocado entre os três primeiros apóstolos (Mc 3, 17; Mt 10,2). Pronto e impetuoso de caráter, figura entre os prediletos do Mestre, como os irmãos Pedro e André. Assiste à cura súbita da sogra de Pedro (Mc 1,29-31), à ressurreição da filha de Jairo (Mc 5, 37-43), à transfiguração de Jesus no Tabor (Mc 9,2-8); com os outros três interroga Jesus sobre os tempos precursores do fim (Mc 13, 1-8); depois, com Pedro e João, é chamado por Jesus a vigiar no Getsêmani (Mc 14, 33s). Visitou com ambição aos primeiros postos do reino, garantindo estar pronto para tudo, e suscitou a relação dos demais apóstolos e a advertência de Jesus no sentido de outro primado: o do serviço e do martírio (Mc 10, 35-40).
A profecia que então Jesus lhe faz, prenunciado que havia de “beber com ele o cálice do sacrifício” realizou-se plenamente ao ser Tiago, o primeiro dentre os apóstolos a dar o sangue pelo Senhor, tendo sido decapitado por Herodes Agripa I, durante as festas pascais, entre os anos 42-43 (At 12, 1-2). Segundo uma antiga tradição, teria sido o evangelizador da Espanha. A partir do séc. IX São Tiago teve o culto difundido em Compostela, Espanha, a qual o teve como protetor de sua fé e liberdade contra os mouros. Esse santuário tornou-se então o local mais famoso de peregrinação dos cristãos, depois de Jerusalém e Roma. São Tiago é o padroeiro da Espanha.

Fontes: Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e Oriente Sgarbossa, Mario, editora Paulinas edição 2002;
Missal cotidiano. Editora Paulinas, edição 04 de outubro de 1996
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Por Gildenor

terça-feira, 20 de julho de 2010


No dia 20 de julho comemoramos o dia do amigo

A origem do Dia Internacional da Amizade é controversa. Isto é, ninguém sabe ao certo como foi que surgiu a idéia de se criar um dia especialmente dedicado aos amigos. Entretanto, acredita-se que a idéia tenha partido de um dentista argentino, chamado Enrique Febbaro. Segundo histórias contadas na Internet, esse dentista, entusiasmado com a corrida espacial que estava a todo vapor na década de 60, decidiu prestar uma homenagem a toda a humanidade por seus esforços em estabelecer vínculos para além do planeta Terra.
Durante um ano, Febbaro teria divulgado o seguinte lema: "Meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro". Algum tempo depois, com a chegada do homem à Lua em 20 de julho de 1969, ele escolheu esta data para fazer uma festa dedicada à amizade.
A história diz ainda que a comemoração tornou-se oficial em Buenos Aires, capital da Argentina em 1979 e, aos poucos, acabou sendo adotada em outras partes do mundo.
Segundo as definições do Dicionário Aurélio, amigo é aquele ligado a outro por laços de amizade. Amizade, portanto, é um sentimento fiel de afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas que geralmente não são ligadas por laços de família ou atração sexual.
No decorrer da nossa vida somos surpreendidos por vários amigos independentemente da idade, tamanho, cor ou jeito. Mas com uma capacidade de enxergar no mais íntimo de nós mesmos, em nossos corações as nossas faltas, mas ao mesmo tempo um pouco de bem que temos dentro de nós, e assim nos fazer conhecer as nossas capacidades de sermos gente. E essa descoberta é fascinante como o amor que Jesus demonstrou de amizade por cada pessoa tornando-as suas amigas, e carregando consigo a maior prova de amor pelos seus amigos, pela humanidade no momento que carregou a cruz.
Portanto, hoje, em comemoração ao Dia da Amizade, celebre a data com o amigo por perto; ou se está longe, faça um contato, por mais breve que seja, e reacenda os laços de amizade que os unem. Que seu amigo saiba e sinta o quanto você o considera, o quanto você o ama como amigo.

Fonte: http://www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/diaamizade4.html


Antonio Medeiros

segunda-feira, 12 de julho de 2010


CHAMADOS A CARREGAR A CRUZ: “Vem e segue-me” (Mt 9,9)

A pessoa humana é um mistério. A vocação é um mistério, é um dom de Deus, pois Ele nos conhece melhor do que nós mesmos. Deus nos cria, ama, compreende, chama e conduz gratuitamente. Nos qualifica, capacita, aceita do jeito que somos, além disso nos dá dons e talentos para nos tornarmos dignos de seu projeto.
A vocação é fruto que brota da “Igreja Doméstica”, da Família que é a base da vida. Mas, para perseverar na vocação é preciso ter motivação. (Ex: Discípulos de Emaús. Lc 24, 13-35). Os discípulos estavam tristes, com medo, insegurança, mas Jesus motiva-os, dando novo ânimo, reavivando as suas vidas para seguir com coragem e fé o projeto ao qual são chamados a viver. Cada um de nós é chamado a fazer a caminhada dos discípulos de Emaús. Quem caminha com Jesus, não tem medo, mas confiança. Pois, “tudo posso naquele que me fortalece” (Fl 4, 13).
O chamado que Deus faz a todas as pessoas deve ser respondido e centrado na pessoa de Jesus Cristo, sendo vivenciado na fé e nas obras de caridade. Neste sentido, somos chamados a ficar “com os olhos fixos em Jesus” (Hb 12, 2), o qual é a rocha firme que jamais deixará ser abalado, nenhuma tempestade o derrubará.
A resposta ao chamado de seguir Jesus e a carregar a cruz deve ser vivenciado no amor e na generosa entrega total da vida a Deus. Quem coloca Deus no centro da vida consegue viver na justiça, na fraternidade e amar como Jesus amou a humanidade. A única coisa que Deus quer de nós é que vivamos o amor. “Quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14, 21). Amor não é sentimento, mas é gesto concreto, eterno, indissolúvel, infinito, que parte da expressão para a prática. O amor é o que dá gosto, sabor, tempero para a vida.
O seguimento de Jesus exige fé, adesão e amor. Um exemplo concreto do seguimento é a vocação de Pedro (primeiro Papa). Pedro se conscientizou de ser discípulo somente depois que negou Jesus Cristo por três vezes. Os discípulos quando escutaram o chamado: “Vem e segue-me” (Mt 9,9), confiaram no apelo do Mestre. Por isso que Jesus fez a prova de amor a Pedro quando questionou também por três vezes se ele o amava. “Pedro, tu me amas?” (Jo 21, 15). Esse questionamento desafiou Pedro e continua desafiando toda a humanidade a dar uma resposta sincera ao projeto que Deus tem para nossa vida, sendo assim verdadeiros cristãos, discípulos/missionários de Jesus Cristo.
A medida de nossas ações é o amor, este por sua vez não se cobra, simplesmente se dá gratuitamente, é o Amor-Doação. É o amor com o qual Jesus se entregou na cruz para nos salvar. Para estar com Deus é necessário passar pelo sofrimento da cruz. Amor este que Jesus exige ser praticado também aos nossos inimigos. “Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem” (Mt 5, 44). Que lição evangélica Jesus nos dá no momento da cruz e diante daqueles que o rejeitaram e o blasfemaram no caminho para o calvário. Eis a atitude redentora de Jesus: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23, 34).
A cruz é um instrumento de salvação e não de condenação. Cada um de nós é chamado a transformar a cruz em luz. A cruz nunca nos abandonará durante a vida, mas como iremos assumi-la, eis a questão: Será que a cruz irá me derrubar ou me erguer? O sofrimento da cruz será a prova da vitória. Todos nós passamos pelo calvário, pelo sofrimento da cruz para alcançar o reino do céu. A cruz tem uma missão em nossa vida, é um degrau da escada que nos aproxima de Deus. Sem sofrimento não há redenção.
Tenhamos a certeza de que Deus nos chama a carregar a cruz porque tem uma missão para cada um de nós; ama porque nos aceita do jeito que somos, com defeitos e qualidades; nos conduz porque acredita no nosso potencial, inteligência e Fé; e jamais nos abandona porque Deus é Amor.

Por Valdecir

quinta-feira, 8 de julho de 2010

POR UMA POLÍTICA MAIS JUSTA E MAIS SÉRIA

Vemos na atualidade que a grande corrupção no meio político e a decorrente impunidade são grandes ameaças ao meio democrático. Na medida em que cresce a corrupção no meio político, cresce também as desigualdades e os problemas sociais, e se agravam mais e mais a pobreza, a miséria e a fome. O desvio de verbas públicas que poderiam ser usadas para beneficiar a população, em raros os casos são restituídos, causando certo desanimo e descrédito em relação aos políticos e as instituições publicas.
Os meios de comunicação social e os órgãos públicos competentes têm denunciado as práticas ilícitas de alguns políticos e governos, como forma de conscientizar a população das inúmeras práticas de corrupção que existem em nosso país e sociedade. É urgente em nossa sociedade uma reforma política, como forma de sanar tantos males e corrupções no meio político e na vida publica.
A CNBB - Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (fundada em 1952 por iniciativa de D. Helder Câmara) órgão da Igreja Católica, convida a todos para que através do Projeto de Lei de Iniciativa Popular sobre a Vida Pregressa dos Candidatos (Projeto Ficha Limpa), da Reforma Política e outras mobilizações, possamos garantir eleições regidas pela ética em 2010, fortalecendo a participação e garantindo a credibilidade dos processos democráticos.
A Igreja quer colaborar no bem comum da sociedade, anunciando as exigências éticas do evangelho. A política é um bem a serviço de todos e não meio de benefícios particulares. Quando nossa sociedade tomar plena consciência disto e buscar eleger pessoas de virtudes éticas e perfil integro, poderemos construir uma sociedade mais justa, fraterna e solidária.
Cabe a nós cidadãos e povo de Deus fazermos nossa parte e conscientizar a outros a fazerem a sua, promovendo assim um pais mais fraterno e humano.



Por Francisco