segunda-feira, 20 de setembro de 2010

SÃO MATEUS

“Não ajunteis para vós tesouros na terra...” Eis as palavras de Jesus que se leem no evangelho de Mateus. E tal advertência deve tê-lo tocado de modo particular.

Mateus é na verdade aquele conhecido da Escritura que compreendeu tudo o que diz a respeito ao Reino de Deus, e “é como o proprietário que tira do seu tesouro coisas novas e velhas” (Mt.13,52). Era culto, arrecadador dos impostos (publicano) em Cafarnaum; de formação helenística, parece ter adaptado a índole do grego ao seu nome, Levi, de origem hebraica (Mc 2,14; Lc 5,27). É da capital. Importante a tarefa executada por este discípulo de Jesus na transmissão do Evangelho.
Após a ressurreição foram recolhidos alguns episódios da vida do Senhor, e organizados “discursos” (coletânea de ditos do Senhor) em torno de algumas palavras-chaves. Tais elementos do “Alegre anúncio” de Cristo podiam servir aos primeiros cristãos, como “complemento” das leituras do Antigo Testamento que ainda ouviam nas sinagogas. Mateus, tendo como base essas primeiras redações, escreveu em aramaico uma ampla síntese de “palavras” e “gestos” de Jesus, pondo em relevo sua “messianidade” e a posição dos cristãos, isto é, da Igreja, em face da lei e do culto da Antiga Aliança.
O Evangelho de Mateus, tal qual o possuímos agora em grego, sofreu a influência dos escritos de Marcos e Lucas, conservando, porém, sua fisionomia especifica. É o Evangelho do “Reino de Deus” do “cumprimento” em Cristo da Antiga Aliança. É o Evangelho das Bem-aventuranças e do Sermão da Montanha, das parábolas do Reino e do Juízo universal. É o Evangelho da “Igreja” fundada sobre a rocha que é Pedro, e do seu mistério. A liturgia sempre o utilizou de modo particular. Não se sabe das circunstancias de sua morte ou martírio.

Fontes:
Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e Oriente Sgarbossa, Mario, editora Paulinas edição 2002 e Missal cotidiano. Editora Paulinas, edição de 1996


Por Gildenor

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