segunda-feira, 31 de maio de 2010


SANTÍSSIMA TRINDADE

O Mistério da Trindade é o centro de nossa fé. Mas, “mistério” não quer dizer que seja algo impossível de existir, contudo extrapola a nossa capacidade de entendimento. Por isso Deus, com sua grandeza infinita, continua sendo um mistério para nós, limitados seres humanos.
Santo Agostinho (†430), grande teólogo e doutor da Igreja tentou de várias maneiras compreender o tamanho do mistério da Trindade e chegou a uma conclusão: “Deus não é para ser compreendido, mas para ser adorado!”.
A Santíssima Trindade é o mistério central da nossa fé cristã. Deus pode dar-se a conhecer, revelando-se como Pai, Filho e Espírito Santo. Foi Jesus, sobretudo, quem revelou o Pai como Deus e o Espírito Santo como Paráclito; isto não foi invenção da Igreja.
Deus está presente e age sempre na historia do mundo e de cada um de nós como Pai e Filho e Espírito Santo. Ao Pai, no entanto, atribui-se a criação do mundo e do homem. Ao Filho, a restauração ou salvação da humanidade. E ao Espírito Santo, a santificação ou a plenitude da vida.
No Batismo somos inseridos em Deus em nome do “Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28, 19). No fim da vida, somos encomendados a Deus em nome da Trindade. Ao iniciarmos e terminarmos o dia, fazemos o sinal da cruz em nome da Trindade. Iniciamos os momentos importantes da vida em nome de Deus Uno e Trino. Qualquer celebração é iniciada e encerrada em nome da Santíssima Trindade.
Não professamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: “a Trindade consubstancial”. As pessoas divinas não se dividem entre si, mas cada uma delas é Deus por inteiro: “O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus por natureza. Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina” (CIC 253).
“Deus é Uno, mas não solitário”. “Pai”, “Filho”, “Espírito Santo” não são simplesmente nomes que designam modalidades do ser divino, pois são realmente distintos entre si: “Aquele que é o Pai não é o Filho, e aquele que Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou Filho”. São distintos entre si por suas relações de origem: “É o Pai que gera, o Filho que é gerado, o Espírito Santo que procede”. A Unidade divina é Trina (CIC 254).
Pois “tudo é uno [n’Eles] lá onde não se encontra a oposição de relação. Por causa desta unidade, o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo, todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho” (CIC 255).
Inseparáveis naquilo que são, da mesma forma o são naquilo que fazem. Mas na única operação divina cada uma delas manifesta o que lhe é próprio na Trindade, sobretudo nas missões divinas da Encarnação do Filho e do dom do Espírito Santo (CIC 267).
Sendo a pessoa humana criada a imagem e semelhança de Deus, também nela existe algo de uno e algo de trino ou múltiplo; nela está presente algo do Pai e algo do Filho e algo do Espírito Santo. Expressar isso é viver uma espiritualidade trinitária.

Fonte:
Catecismo da Igreja Católica
O que é o mistério da Santíssima Trindade? - Prof. Felipe Aquino
Viver o Ano litúrgico - Frei Alberto Beckhauser ofm


Por Antônio

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