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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Celebração Eucarística de São Luis Guanella em Piraquara/PR


Com muita alegria, a Família Guanelliana celebrou no dia 23 de outubro o 1° ano da canonização de São Luis Guanella, e no dia seguinte, 24, celebramos o dia de seu falecimento, que também é seu dia liturgicamente festivo.
A comunidade paroquial Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Piraquara-PR, juntamente com os Padres Servos da Caridade, os Cooperadores Guanellianos e os Postulantes, festejaram o dia de São Luis Guanella no último dia 27 com uma Celebração Eucarística presidida pelo vigário paroquial Pe. Alírio Angheben.
Toda a celebração foi preparada pelos Cooperadores de Piraquara e de Curitiba, juntamente com os postulantes. Também tivemos três cooperadoras de Curitiba renovando suas promessas. Após a celebração, houve uma simples confraternização.
O Espírito Santo, para revelar ao mundo que Deus é Pai Providente para com seus filhos, chamou o nosso fundador, lhe deu um coração de misericórdia e o enviou para socorrer e evangelizar os pobres. Com profunda fé e gratidão, louvamos ao grande Pai, providente, bondoso e misericordioso, por ter concedido a sua Igreja este grande testemunho de santidade, São Luis Guanella.















quarta-feira, 24 de outubro de 2012

24 de outubro dia do Santo 'Pai dos Pobres'


Com alegria, festejamos hoje a solenidade de São Luís Guanella, fundador da nossa Congregação (Servos da Caridade). A Vida do fundador é para nós revelação da bondade de Deus, pois, viveu intensamente pela confiança na Divina Providência de “Deus Papai”. Eis o que o Pe. Guanella disse: “Aquele Deus, que veste os lírios dos campos com roupas que Salomão jamais usou, não deixará faltar o necessário aos que trabalham exclusivamente para Ele e a maior glória do seu Nome”. Guanella estava convicto de que Deus amava a vida humana integralmente e incondicionalmente, por isso, o Paizinho do Céu Providenciava o necessário para os seus filhos amados.
       O Amor que o Pe. Luis alimentava por Deus Pai Providente foi o motivo pelo qual ele se santificou, por isso, gostaria de colocar em destaque uma exortação do fundador à caridade e à confiança na Divina Providência, pois essas duas virtudes fizeram parte do seu carinho para com Jesus, o seu amado.
      “Um Cristão não pode pensar e providenciar exclusivamente para si. Deve fazer o mesmo com seus irmãos, de modo especial os mais necessitados, física e espiritualmente. Eis a razão que impele os Servos da Caridade a sentirem com veemência esse desejo comum de auxiliar os próprios irmãos, tanto no corpo como na alma. Todos são filhos da família do Pai Celeste.
       Faz-se necessário restaurar todas as coisas em Cristo. Ora, para renovar as pessoas e restaurar as obras, convém realizar o desejo do Divino Coração. Aparecendo sob a configuração de uma fornalha, exclama: ‘Vim trazer ao mundo fogo da Caridade. E que desejo eu a não ser que este fogo se ascenda no coração dos homens?’
       Oh! Venha, qual incêndio Santo, o fogo da Divina Caridade! Que o Senhor envie o fogo da sua Divina Caridade e o mundo será renovado! Viver (além do mais) em grande pobreza e abandonar-se completamente nas mãos da Divina Providência constitui virtude de elevada perfeição. A Divina Providência é sempre uma mãe muito querida para seus filhos”. Aprendamos através do testemunho profético de São Luís Guanella a nos abandonar nos braços do Pai Providente sob o olhar materno da Mãe. 



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O QUE É O ANO DA FÉ?


No último dia onze, o Papa Bento XVI abriu oficialmente o Ano da Fé com uma celebração eucarística no Vaticano. A data também é comemorativa pela memória ao jubileu de ouro do Concílio Vaticano II, um acontecimento que marca a vida da Igreja até os dias atuais. Na homília, o santo padre explicou que a celebração de abertura do ano da fé foi enriquecida com alguns sinais específicos. “a procissão inicial, que quis recordar a memorável procissão dos Padres conciliares, quando entraram solenemente nesta Basílica; a entronização do Evangeliário, cópia daquele que foi utilizado durante o Concílio; e a entrega das sete mensagens finais do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica, que realizarei no termo desta celebração, antes da Bênção Final. Estes sinais não nos fazem apenas recordar, mas também nos oferecem a possibilidade de ir além da comemoração. Eles nos convidam a entrar mais profundamente no movimento espiritual que caracterizou o Vaticano II, para que se possa assumi-lo e levá-lo adiante no seu verdadeiro sentido. E este sentido foi e ainda é a fé em Cristo, a fé apostólica, animada pelo impulso interior que leva a comunicar Cristo a cada homem e a todos os homens, no peregrinar da Igreja nos caminhos da história”. (Homília Papa Bento XVI Abertura Ano da Fé).


ANO DA FÉ

O Papa Bento XVI publicou no dia 11 de outubro de 2011 a Carta Apostólica Porta Fidei (porta da fé), tendo como objetivo preparar toda a Igreja para o Ano da fé. Nessa Carta Apostólica, encontramos a motivação e os objetivos do Santo Padre ao proclamar o Ano da fé, que se iniciou do dia 11 de outubro de 2012 e prosseguirá até o dia 24 de novembro de 2013.

Bento XVI explica claramente quais são as suas intenções ao proclamar este ano, “Desde o princípio do meu ministério como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo” (Cf. PF 2), “Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos”(Cf. PF 3), “o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. No mistério da sua morte e ressurreição, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens à conversão de vida por meio da remissão dos pecados”( Cf. PF 6), “Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia, que é «a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força». Simultaneamente esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada e refletir sobre o próprio ato com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano.( Cf. PF 9)”.

O santo Padre também nos apresenta quais os documentos bases para o aprofundamento e crescimento da fé neste Ano da Fé:“É precisamente nesta linha que o Ano da Fé deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica. Nele, de fato, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu, guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de história. Desde a Sagrada Escritura aos Padres da Igreja, desde os Mestres de teologia aos Santos que atravessaram os séculos, o Catecismo oferece uma memória permanente dos inúmeros modos em que a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina para dar certeza aos crentes na sua vida de fé”( Cf. PF 12). 

Portanto, o Ano da Fé é um convite a todos os crentes a redescobrirem o precioso valor da fé nos dias atuais, e assim, responder com convicção aos apelos do mundo contemporâneo que esperam autênticas testemunhas de Cristo. 

 Homília do Papa Bento XVI na abertura do Ano da Fé

Queremos apresentar, de maneira breve, alguns pontos que consideramos centrais da homilia feita pelo Papa, no dia 11 de outubro de 2012, na celebração solene de abertura do ano da fé, na Praça de São Pedro, os quais esclarecerão o porquê do Ano da Fé.

O centro da fé cristã “Jesus é o centro da fé cristã. O cristão crê em Deus através de Jesus Cristo, que nos revelou a face de Deus. Ele é o cumprimento das Escrituras e seu intérprete definitivo. Jesus Cristo não é apenas o objeto de fé, mas, como diz a Carta aos Hebreus, é aquele “que em nós começa e completa a obra da fé” (Hb 12,2)”. 

Reavivando o impulso interior à nova evangelização “Por isso, julgo que a coisa mais importante, especialmente numa ocasião tão significativa como a presente, seja reavivar em toda a Igreja aquela tensão positiva, aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo. Mas para que este impulso interior à nova evangelização não seja só um ideal e não peque de confusão, é necessário que ele se apoie sobre uma base concreta e precisa, e esta base são os documentos do Concílio Vaticano II, nos quais este impulso encontrou a sua expressão”.

A desertificação espiritual da nossa sociedade “Nos últimos decênios tem-se visto o avanço de uma "desertificação" espiritual. Qual fosse o valor de uma vida, de um mundo sem Deus, no tempo do Concílio já se podia perceber a partir de algumas páginas trágicas da história, mas agora, infelizmente, o vemos ao nosso redor todos os dias. É o vazio que se espalhou. No entanto, é precisamente a partir da experiência deste deserto, deste vazio, que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós homens e mulheres. No deserto é possível redescobrir o valor daquilo que é essencial para a vida; assim sendo, no mundo de hoje, há inúmeros sinais da sede de Deus, do sentido último da vida, ainda que muitas vezes expressos implícita ou negativamente. E no deserto existe, sobretudo, necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança. A fé vivida abre o coração à Graça de Deus que liberta do pessimismo”.

O Ano da Fé: “Eis aqui o modo como podemos representar este ano da Fé: uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas - como o Senhor exorta aos Apóstolos ao enviá-los em missão (cf. Lc 9,3), mas sim o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como é o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos.”

Percebemos que o ANO da FÉ não é um acontecimento para simplesmente movimentar a Igreja, mas é um compromisso que toda a comunidade cristã assume de intensificar a experiência viva de Cristo ressuscitado; a fé em Jesus nos impulsiona a sair em missão, a sermos profetas anunciadores do Reino de Deus, pois é no Filho de Deus que se encontra a verdade libertadora e salvadora da humanidade.
Talvez muitas pessoas estejam enfraquecidas na fé, esperando que alguém mostre o verdadeiro testemunho da ressurreição, talvez muitas pessoas perderam a esperança na vida e estão à espera de alguém que possa apresentá-los à vida plena, à vida eterna.
Peçamos a graça de Deus, para que neste ano da fé busquemos viver intensamente a vida de fé com Cristo, que, iluminados pelos documentos do Vaticano II e aprofundando o Catecismo da Igreja Católica, possamos enraizar profundamente a nossa fé e proclamar como autênticos profetas a fé que professamos.


Fonte: 
(PF). CARTA APOSTÓLICA SOB FORMA DE MOTU PROPRIO "PORTA FIDEI" DO SUMO PONTÍFICE BENTO XVI COM A QUAL SE PROCLAMA O ANO DA FÉ

SANTA MISSA PARA A ABERTURA DO ANO DA FÉ "HOMILIA DO PAPA BENTO XVI" 
Praça de São Pedro Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012

Web
http://www.vatican.va/special/annus_fidei/index_po.htm

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Novo Bispo é transferido para a Diocese de São José dos Pinhais!


 
Fonte: cnbb.org.br
O papa Bento XVI transferiu na manhã de ontem, 3 de outubro, para a diocese vacante de São José dos Pinhais (PR), o bispo de Toledo (PR), dom Francisco Carlos Bach.
Dom Francisco Bach será o segundo bispo de São José dos Pinhais, sucedendo a dom Ladislau Biernaski, falecido em fevereiro deste ano.Dom Francisco nasceu em Ponta Grossa (PR), em 4 de maio de 1954. Foi ordenado presbítero em 1977 e bispo em 2005. Estudou Filosofia no Seminário Maior Rainha dos Apóstolos, em Curitiba, e Teologia no Studium Theologicum, também na capital paranaense. O bispo tem mestrado em Direito Canônico, pela Universidade de Santo Tomás de Aquino, em Roma, Itália. Como bispo, dom Francisco foi membro da Presidência do Regional Sul 2 da CNBB (Paraná), representante episcopal para a Pastoral da Saúde do Regional.

Seu lema episcopal é “In manus tuas” - Nas Suas Mãos                                                                (Lc 24,47)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

ENCONTRO VOCACIONAL EM PIRAQUARA!


Nos dias 14 e 15 deste mês, foi realizado na Paróquia Guanelliana Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de Piraquara/PR, um final de semana de animação vocacional. Os encontros foram conduzidos pelo animador vocacional guanelliano da região Sul, Pe. Renato Schneider, contando também com a participação dos seminaristas Rafael e Vinicius, postulantes Servos da Caridade.
No primeiro dia, os encontros foram com as turmas de crianças e adolescentes da catequese de todas as comunidades paroquiais. No domingo, as atividades vocacionais aconteceram com todos os coroinhas da paróquia.
O trabalho paroquial de animação vocacional guanelliano tem por objetivo mobilizar uma cultura vocacional nas comunidades, enfatizando a necessidade de disseminar boas sementes, desde cedo, nos corações de crianças, adolescentes e jovens. É com diálogo, pela partilha, e com muita animação nos encontros, que a animação vocacional guanelliana quer despertar novas e santas vocações, seja para o sacerdócio ou vida religiosa, seja para a vida matrimonial ou leiga, pois o essencial é que cada pessoa corresponda com amor a sua vocação.  Como todos sabemos, vocação acertada, vida feliz!  













segunda-feira, 10 de setembro de 2012

SEMINARISTAS GUANELLIANOS SE ENCONTRAM EM SANTA TEREZINHA DE ITAIPU-PR


Nos dias 7, 8 e 9 de setembro, foi realizado na cidade de Santa Terezinha de Itaipu/PR o IV Encontro da Família Guanelliana, contando com a presença das Irmãs Filhas de Santa Maria da Provídencia, os Padres e Irmãos Servos da Caridade, e os Cooperadores Guanellianos. 
Nesta oportunidade também estavam presentes os seminaristas guanellianos que estão em formação no Brasil. Este encontro proporcionou para os seminaristas momentos para estreitar os laços de fraternidade e comunhão entre os jovens que estão em caminhada de formação. 
Os seminaristas que participaram do encontro foram: Adriel (Seminário Menor-Carazinho/RS); André Pereira, e Fabricio Menenti (Casa de Discernimento Vocacional- São Paulo/SP); Allison Wilhan (Aspirantado- São Paulo/SP); Rafael Messias, e Vinicius Amaral (Postulado-Piraquara/PR); Clérigos Agustin Marquez, Jorge Pabon, Elimar Macedo, e Gildenor Martins (Filosofia- Porto Alegre/RS); Clérigos Eli Marcel, e Francisco Bernadone (Carazinho/RS).

Segue algumas fotos do encontro!
(Click na imagem para ampliar)


Seminaristas com Jovens Guanellianos 


  Agustin, Rafael, Elimar, Gildenor e Bernadone

Bernadone e Eli Marcel  
com Padres Servos da Caridade

 
 Seminaristas Ariel e Allison animando o encontro 
                                        
 
Animação e Alegria no encontro

 
  André, Jorge Pabon e Fabricio

Alegria de uma Família reunida

Seminaristas com Cooperadoras Guanellianas

Assessor do encontro Pe. Roque Schneider (Jesuíta)



      CONTATOS VOCACIONAIS GUANELLIANO
Região Sul:
guanellasti_pr@yahoo.com.br
fone: (0**45) 3541-2571
Região Sudeste, Norte e Nordeste: 
guanellasp@yahoo.com.br
fone: (0**11) 2991-4831
Centro-Oeste:
savguanelladf@gmail.com
fone: (0**61) 3234-3414


       

terça-feira, 28 de agosto de 2012

CAMINHADA VOCACIONAL PIRAQUARA/PR

Encerrando o mês vocacional, a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Piraquara/PR, promoveu a 4ª Caminhada Vocacional. 
Contando com a participação de todas as comunidades paroquiais, as diversas pastorais, crianças, jovens, as Irmãs Franciscanas de São José, e também os postulantes Servos da Caridade. Tendo início na comunidade São José, a caminhada percorreu por várias ruas do bairro, onde a comunidade cantava, rezava e refletia sobre as vocações.
O objetivo deste evento é despertar na comunidade uma cultura vocacional, educando sempre as crianças e jovens a olhar com amor à vocação, seja familiar, religiosa, sacerdotal ou leiga, sabendo sempre que toda vocação é um grande dom de Deus.
A caminhada vocacional foi encerrada com a celebração Eucarística, presidida pelo vigário paroquial Pe. Alírio Angheben.


Vídeo da Caminhada Vocacional

 

domingo, 26 de agosto de 2012

VOCAÇÃO LEIGA

“Os fiéis leigos estão na linha mais avançada da vida da Igreja: por eles, a Igreja é o princípio vital da sociedade. Por isso, eles, sobretudo, devem ter uma consciência cada vez mais clara, não somente de que pertencem à Igreja, mas de serem Igreja, isto é, comunidade dos fiéis na terra sob a direção do chefe comum, o Papa, e dos bispos em comunhão com ele. Eles são Igreja.”
(Pio XII, discurso de 20 de fevereiro de 1946)

Estamos encerrando o mês vocacional, e neste último domingo fazemos lembrança da vocação leiga, um presente para a Igreja.
Infelizmente, cometemos muitas vezes um falso julgamento, quando escutamos a palavra “leigo” na Igreja, pois,  logo pensamos em uma pessoa que não possui domínio sobre um determinado assunto. Porém, tratando-se da vocação leiga na Igreja, referimo-nos ao grupo de todos os cristãos que não receberam o sacramento do ministério ordenado (clérigos), ou que não professaram os conselhos evangélicos publicamente (religiosos), ou seja, cristão leigo são todos os fiéis que pelo Batismo foram incorporados a Cristo, constituindo assim o povo de Deus e, a seu modo, participam da função sacerdotal, profética e régia de Cristo, exercendo sua missão de cristão na Igreja e no mundo.

O documento Lumen Gentium do Concílio Vaticano II afirma: “O supremo e eterno sacerdote Cristo Jesus, querendo também por meio dos leigos continuar o Seu testemunho e serviço, vivifica-o pelo Seu Espírito e sem cessar os incita a toda a obra boa e perfeita. E assim, àqueles que Intimamente associou à própria vida e missão, concedeu também participação no seu múnus sacerdotal, a fim de que exerçam um culto espiritual, para glória de Deus e salvação dos homens. Por esta razão, os leigos, enquanto consagrados a Cristo e ungidos no Espírito Santo, têm uma vocação admirável e são instruídos para que os frutos do Espírito se multipliquem neles cada vez mais abundantemente. Pois todos os seus trabalhos, orações e empreendimentos apostólicos, a vida conjugal e familiar, o trabalho de cada dia, o descanso do espírito e do corpo, se forem feitos no Espírito, e as próprias incomodidades da vida, suportadas com paciência, se tornam em outros tantos sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo (cfr. 1 Ped. 2,5); sacrifícios estes que são piedosamente oferecidos ao Pai, juntamente com a oblação do corpo do Senhor, na celebração da Eucaristia. E deste modo, os leigos, agindo em toda a parte santamente, como adoradores, consagram a Deus o próprio mundo.” (LG 34)

O cristão leigo tem, por vocação e graça, o desafio de descobrir e inventar meios para impregnar as realidades sociais, políticas, e econômicas com as exigências da doutrina e da vida cristã, sendo presença viva da Igreja no dia a dia da sociedade.

Percebemos, também, que existe a necessidade de uma mudança de visão e atitude, principalmente por parte dos cristãos, quanto ao papel dos leigos nas comunidades, pois não são meramente coadjuvantes, mas protagonistas de uma Igreja viva no mundo; dessa forma, o Catecismo da Igreja Católica afirma: “Como todos os fiéis, (os leigos) são por Deus encarregados do apostolado, em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm o dever e gozam do direito, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra. Este dever é ainda mais urgente quando só por eles podem os homens receber o Evangelho e conhecer Cristo. Nas comunidades eclesiais, a sua ação é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, a maior parte das vezes, alcançar pleno efeito.”(CIC 900)

domingo, 19 de agosto de 2012

VIDA CONSAGRADA

  Garimpo do Amor!

A Vocação Religiosa é uma vivência do seguimento radical da pessoa de Jesus Cristo, voltando-se para os valores da Castidade, da Pobreza, e da Obediência. Falar do religioso, é falar de alguém que tem a vida definida por um chamado especial feito por Deus para pertencer a um instituto de Consagrados. O Consagrado é alguém que aposta na vida, numa esperança de que o essencial nos torna humanos; é aquele tipo de homem que vive num “garimpo” a procura de um tesouro valioso, de um diamante que só pode ser encontrado a partir da descoberta de um sentido. E qual é o sentido da vida do homem consagrado? Qual o tesouro que ele garimpa? Para essas duas perguntas existem apenas uma única resposta: Jesus Cristo. Se nos perguntássemos onde fica esse tal garimpo, jamais poderíamos responder unilateralmente, pois o religioso é convocado a buscar o “tesouro” em sua própria humanidade, nas suas estruturas externas e internas, na Igreja, em sua Congregação e na sua comunidade Religiosa e não apenas em um só lugar. É grande o desafio, pois a Vida Religiosa é uma escolha para viver com e como o Mestre; no entanto para abraçar essa escolha é preciso integrar muitas coisas. Sente-se a necessidade de unir os defeitos às qualidades. O propósito da Vida Religiosa é a Santidade, mas nem sempre é possível, por que somos seres limitados, então é necessário que o consagrado desenvolva a arte do aprendizado. 

Religiosos Servos da Caridade

domingo, 12 de agosto de 2012

A Alegria da Paternidade


     “Sião dizia: Javé me abandonou; o Senhor me esqueceu. Mas pode a mãe se esquecer do seu nenê, pode ela deixar de ter amor pelo filho de suas entranhas? Ainda que ela se esqueça, eu não me esquecerei de você”. (Is 49, 14-15).
      O fundamento desta passagem bíblica inspirada pelo Profeta Isaías nos revela o grande amor de Deus Pai para com os seres humanos. Particularmente, podemos associar este trecho da Sagrada Escritura a espiritualidade do Pe. Luís Guanella que foi tipicamente a da Paternidade Divina.
     Dizia o fundador: “Com gesto de misericórdia, o Pai nos escolheu e nos reserva inteiramente para si, destinando-nos à missão altíssima e ao colóquio íntimo, que se usa somente com os amigos mais caros”. (SdC, Const. Art. 39). Guanella parte da certeza de que somos envolvidos pelo carinho e pela ternura filial de Deus Pai Providente. O qual se torna centelha de providência aos seus filhinhos escolhidos e amados.
      Podemos perceber a partir da Paternidade Divina, a importância da Paternidade humana. Existem vários movimentos sociais que lutam constantemente pelos reconhecimentos paternalísticos de crianças e adolescentes, pois o retrato masculino do Pai é extremamente importante para o desenvolvimento integral de ambos.  
       No calendário civil, existe uma data que homenageia todos esses homens que estão nesse cenário chamado família. Com os seus exemplos, esforços e lutas diárias, nossos pais, nos proporcionam um espetáculo de formação humana e valentia.
      Embora muitas vezes se fale muito mais no amor de mãe, (Uma vez que as mulheres demonstram uma sensibilidade maior), sabemos que o amor de pai também existe e precisa ser valorizado em sua totalidade.
      Façamos memória também a todos os Pais já falecidos, aqueles que passaram pelas nossas vidas e deixaram um pouco de si em nós; Aqueles que já na eternidade continuam sendo os nossos troféus e o nosso lisonjeio.
       Por fim, de quem mais necessitamos todos os dias na vida é do "Pai nosso que está no céu". Ele, que é Pai Providente não se esquece do seu “nenê”, conforme prometera a Isaías em favor de Sião. 

FELIZ DIA DOS PAIS!

sábado, 4 de agosto de 2012

ORDENADO PARA SERVIR E AMAR



A Igreja celebra em agosto o mês das vocações e da família, fonte de todas as vocações. Assim, em cada domingo de agosto reza-se por uma vocação específica.Hoje, no primeiro domingo do mês, lembramos a vocação sacerdotal, queremos fazer memória deste dia, popularmente chamado de dia do Padre.Muitas vezes, a vocação sacerdotal é questionada por não se entender o sentido e valor do sacerdócio. Como toda vocação, a vida sacerdotal é primeiramente um chamado específico de Deus, sendo Cristo o sumo sacerdote, que realizou a oferenda perfeita, doando a própria vida para estabelecer a nova aliança, o Padre recebe a graça do chamado de Deus para ser um “novo Cristo”. “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda” Jo 15,16.) A exemplo do Mestre Jesus, o sacerdote recebe o chamado para amar e servir. “Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito?Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou.Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outro”. (Jo 13:12-14)
Agindo POR Cristo, EM Cristo e COM Cristo, o Padre tem como missão estar a serviço do povo de Deus e com sua vida proclamar como São Paulo:“Eu vivo, mas já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim” (Gálatas 2,20). Nutrido pela Palavra de Deus, ouvindo os ensinamentos de Jesus, anunciando a boa notícia do reino, o Padre exerce seu ministério profético recebido do próprio Cristo para que nenhuma ovelha se perca. Todavia, não podemos esquecer que todo sacerdote ordenado é um ser humano, Deus escolhe uma pessoa, com suas qualidades e seus obstáculos, com suas luzes e sombras, sendo que, em muitas vezes, o sacerdote pode não corresponder por si só a sua missão, pois, na sua limitação de ser humano não possui forças e pode vir a cair como qualquer outra pessoa. Por isso, no rito da ordenação presbiterial o candidato reza: “Ó Senhor Deus meu, não sou digno que entres em minha habitação. Contudo, honraste Teu servo designando-o para estar em Tua casa, falar em Teu nome e servir a Teu povo. Pai de Misericórdia, dota meu coração de tanto amor para contigo que, amando-te acima de todas as coisas, anuncie em minha existência e doutrina a Tua Palavra de verdade e vida e, tanto em palavras como em ações, tudo faça em nome do Senhor Jesus a quem, contigo e com o Espírito Santo, seja a honra e louvor por todos os séculos. Amém!
Percebemos que a vocação do Padre é querida por Deus, um chamado que vem do alto para viver a radical doação pelo reino. Queremos agradecer a Deus, neste dia do Padre, por todas as vocações sacerdotais que um dia fizeram presença em nossas vidas. Pedimos também ao grande Pai, que derrame abundantemente os dons do Espírito Santo sobre todos os padres ordenados, e que fielmente perseverem em suas missões!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Minha opção é pela vida e a sua?


       Atualmente, um dos assuntos que está em voga causando até divergências, por incrível que pareça, é a questão da legalização ou não do aborto. Criando uma certa polêmica por se tratar de um assunto que envolve a sociedade em seus diversos âmbitos, direitos humanos, saúde pública, moral, ética, sociologia, religião e etc.
       Sabemos que antes de qualquer direito prescrito no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), toda criança tem em primeiro lugar direito à vida, não somente por uma questão moral ou religiosa, mas por uma questão de valorização do ser humano.
       O art. 3º do ECA, defende a Proteção Integral da Criança, que se traduz no direito em todo seu desenvolvimento, físico, mental, espiritual, psicológico, social e etc,  ou seja, em todos os aspectos da vida humana. Muitas vezes, investir no ser humano “incomoda” as pessoas, é preferível descartar do que cuidar, matar inocentes do que acolher um ser humano.  Dizer SIM a vida e NÃO ao aborto não é uma questão simplesmente religiosa, primeiramente é uma opção pela VIDA e vida para todos. Reduzir um pequeno embrião em “material descartável” é um terrível atentado à espécie humana.
        Portanto, é fundamental o posicionamento dos Cristãos, sendo essencialmente humano defender a vida, pois o aborto desconcerta todo conjunto de valores de uma sociedade. A famosa escritora Clarice Lispector já dizia: “E o que o ser humano mais aspira é tornar-se ser humano”, ou seja, TODOS querem e possui o direito de viver, o direito de ser humano!


“O homem não é fruto do acaso, mas uma obra maravilhosa da inteligência, da bondade e do amor de Deus” (São Luis Guanella) 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dia Internacional da Amizade



Queridos Amigos e Amigas








Hoje, comemoramos o "DIA INTERNACIONAL DO AMIGO", assim, queremos fazer nossa lembrança desta data. Estamos publicando um texto  do radialista Carlos Martendal, que conduz o Programa Palavra Viva pela Rádio Cultura de Florianópolis e pela Rádio Católica AM 1500 Mais Feliz com Jesus, de Balneário Camboriú.


"Nesta sexta-feira, dia 20 de julho, celebra-se o Dia Internacional da Amizade. Vamos, então, refletir sobre a amizade, agradecendo os amigos que Deus colocou em nossa vida. Diz o autor sagrado, no livro do Eclesiástico 6,14-17: "Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel: o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé. Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo. Quem teme ao Senhor terá também uma excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante". Nenhum amigo é melhor, nenhum amigo é tesouro mais rico do que Aquele que afirmou: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos" (Jo 15,13). Como isso é grande, quase – humanamente incompreensível: Jesus, o Filho de Deus, entregou sua vida por mim. Para salvar-me. Porque é meu amigo! Essa morte era necessária para minha redenção; os sofrimentos todos por que Ele passou eram necessários para minha salvação. Na sua Paixão, tão dolorosa, Jesus me teve presente; nos momentos tão cheios de dor em que esteve na cruz, eu estive no seu pensamento, no seu coração. Ele sabia quem eu seria e como seria. Ele sabia como eu o ofenderia no curso de minha vida: mesmo assim, com o Pai e o Espírito Santo, me chamou à vida e, para que eu pudesse tê-la em abundância, deu a sua vida por mim. E me disse, sem se queixar: "Ninguém tem maior amor do que aquele que da a sua vida por seus amigos"! AÍ está o Amigo! O Amigo que é amor, um amor tão grande que me ama sem nenhum merecimento de minha parte; um Amigo que me pede para que eu o deixe ser meu amigo! E meus ouvidos ouvem, séculos depois, o grito de São Francisco pelas ruas de Assis: "O amor não é amado! O amor não é amado!"... O Amigo que me ama, repete o Pobrezinho de Assis, não é amado Jesus, meu Amigo; Jesus, teu Amigo: nosso melhor Amigo! Saint-Exupéry, autor do célebre 'O Pequeno Príncipe', referindo-se ao amigo, escreve assim: "Diante do meu amigo não devo desculpar-me, não devo defender-me, não devo demonstrar nada; perto dele encontro a paz". Quero aproveitar essas palavras e dizê-las a Jesus, pois perto dEle verdadeiramente encontro a paz! Jesus disse: "Eu e o Pai somos um" (Jo 10,30). Então, se Ele é meu Amigo, o Pai também o é, e igualmente o Espírito Santo. Com que animo revigorado, com que alegria ouço agora as palavras de Paulo aos Efésios: "Sois da família de Deus. Vos fostes integrados no edifício que tem como fundamento os apóstolos e os profetas, e o próprio Jesus Cristo como pedra principal. É nele que toda a construção se ajusta e se eleva para formar um templo santo rio Senhor. E vós também sois integrados nesta construção, para vos tornardes morada de Deus pelo Espírito" (Ef 2,19b-22)! Pouco antes, esse mesmo capítulo décimo de São João nos apresenta Jesus, o Bom Pastor. No versículo terceiro, lemos: "Ele chama as ovelhas pelo nome". São Tomás de Aquino "ressalta a grande familiaridade existente nesse relacionamento, pois chamar pelo nome significa ter íntima amizade" (Pe. João Clá Dias,"Arautos do Evangelho", abril de 2007). Direi, então, ao Amigo: "Não te amo somente por aquilo que és, mas também por aquilo que sou quando estou contigo. Não te amo somente pelo que fizeste de ti, mas pelo que fizeste de mim. Te amo por todo o bem que me fizeste e por toda a felicidade que me deste. É isto que significa ser amigos, depois de tudo" (S. Lawrence). "Te amo (...) por aquilo que sou quando estou contigo": ah, sim, como sou diferente, como sou bom quando estou com meu Amigo! Eis O visitei ha pouco, logo tenho vontade de visitá-lO de novo; se faz tempo que não O visito, Ele me espera. Ansioso, até, me atrevo a dizer. Como o pai do filho pródigo retratado na bela parábola que Lucas escreveu. Como é bom ter um Amigo assim, Amigo que nos dá amigos! Vamos falar, então, desses amigos que o Amigo nos dá. São Josemaria Escrivá como que bradava: "Filhos de Deus! Eis uma condição que nos transforma, em algo mais transcendente do que em pessoas que se suportam mutuamente. Escuta o Senhor: 'Vos chamo amigos! - somos seus amigos, que, como Ele, dão com gosto a sua vida pelos outros, nas horas heróicas e ria vivência diária" ("Sulco", 750). Temos sido assim, amigos dos nossos amigos? Ao perder um amigo, porque a morte o colhera, Santo Agostinho, registrando esse fato nas "Confissões" diz: "Só o choro me era doce" (IV, 4,9)! Também nosso Amigo com a maiúsculo, ao perder seu grande amigo Lázaro, chorou. Está lá, num dos versículos mais curtos da Bíblia: "E Jesus chorou" (Jo 11,35)! E o evangelista registra, com fina delicadeza: "Observaram por isso os judeus: 'Vede como Ele o amava!'" (Jo 11,36)!. Horácio, célebre poeta latino que faleceu no ano 8 a.C., era amigo de Virgílio, o mais importante dos poetas latinos, autor da famosa "Eneida". Nas "Odes", 1,3, escreveu: "Ó nau, que levas Virgílio, a ti confiado, peço-te que o entregues, incólume, aos territórios da Ática, e me conservei essa metade de minha alma". É isso, um amigo: a metade de minha alma! Que bela definição! São Francisco de Assis e Santa Clara eram grandes amigos. Comentando essa amizade. Frei Patrício Sciadini como que sussurra aos nossos ouvidos, para que as palavras fiquem mais bem guardadas: "As amizades servem na medida em que nos acudam a ser mais de Deus e dos outros"! ("O Mílite", dezembro de 2007, página 41). 
Já faz alguns anos. Era de manhã. Um amigo me telefona, dizendo que precisava falar comigo. Digo-lhe: 'Deixa-me ver quando posso'. Ele responde: 'Não, precisa ser agora'. Peço, então, que venha. E ele veio, e falou, e falou, e eu só o ouvia. Depois de quase duas horas, refeito, agradeceu-me muito. "Eu precisava desabafar, eu precisava que tu me escutasses. Muito obrigado!". Que bela obra de caridade, o saber ouvir! Esse fato fez-me lembrar de história que aconteceu com outras duas pessoas "Um dia - é assim que começa - um dia, quando estava na minha casa, eram umas 11 horas da noite quando recebi o telefonema de um querido amigo. Seu telefonema me deixou muito feliz. A primeira coisa que ele perguntou foi: - Como você está? E, sem saber por que, eu lhe respondi: - Muito só. - Você quer conversar? - ele perguntou. - Sim - respondi. - Você quer que eu vá até sua casa? - Sim - respondi novamente. Desligou o telefone e em menos de quinze minutos lá estava ele tocando a campainha. Eu comecei falando por horas de meu trabalho, minha família, minha namorada, meus problemas e dúvidas, e ele, atento, me escutava. Naquele dia eu estava muito cansado mentalmente, e a sua companhia me fez muito bem. Além do mais, do começo ao fim ele me escutou com atenção, me apoiou e me aconselhou. Assim, quando ele notou que eu estava melhor, disse: - Bom, agora preciso ir trabalhar. Surpreso, falei: - Amigo, por que não me disse antes que teria que ir trabalhar? Veja que horas são: você não dormiu nada, eu roubei seu tempo por toda a noite. Ele sorriu e me respondeu: - Não tem problema, para isso existem os amigos! Ao ouvir isso, fiquei feliz por contar com um amigo assim. Acompanhei-o até a porta e quando ele caminhava para seu carro, gritei:- Ei, amigo, por que você me telefonou tão tarde? O que você queria? Ele voltou e me disse com voz baixa: - É que eu queria te dar uma notícia... Fui ao médico e ele me disse que meus dias estão contados: tenho um tumor no cérebro e não poderei operar. É maligno. Assim, só posso esperar...Naquele momento, fiquei mudo. Ele sorriu e disse: - Tenha um bom dia, amigo! Entrou no seu carro e se foi. Precisei de um bom tempo para assimilar a situação, e até hoje me pergunto por que, quando ele me perguntou como eu estava, eu me esqueci dele e só falei de mim. Como ele teve força para sorrir, para me escutar e dizer tudo o que me disse? Desde aquele dia a minha vida mudou. Deixei de ser tão crítico com meus problemas e de me preocupar só comigo. Agora, aproveito meu tempo para estar mais perto das pessoas que amo, perguntar como elas estão e me interessar mais por elas, sem esperar nada em troca. Tento sentir mais profundamente aqueles que estão à minha volta e aqueles que passam por minha vida. 'Não existe maior amor do que dar a vida por seus amigos', disse Jesus. Fazer um amigo é um dom. Ter um amigo é uma graça. Conservar um amigo é uma virtude. Agora, você ser um amigo, é uma honra!". Como não lembrar, ao final dessa história, as palavras de Henry Ward Beecher: "Não mantenhas fechado o estojo de alabastro onde guardas amor e ternura, mas enche de doçura a vida dos teus amigos, e fala a eles com palavras suaves, a fim de que seus ouvidos possam ouvi-las, e seus corações encher-se de alegria"? E como se encaixam bem as palavras de Tomasi: "O coração repousa e se alegra quando um amigo o acolhe e o escuta"! Jesus sempre nos acolhe e nos escuta sem precisarmos marcar audiência... Ouve-nos com atenção e amor de manhã, ou de tarde, ou à noite, ou em plena madrugada. E, se quisermos, nos fala, quando quisermos. É só ir à Palavra, ou visitá-lO nos sacrários de nossas igrejas, ou ir ao encontro daqueles em quem Ele mesmo está... Os caros amigos Cláudia e Jefferson Secco, das Equipes de Nossa Senhora, enviaram-me a história do CAVALO CEGO, que agora repasso para vocês. É muito bonita. "Na estrada de minha casa há um pasto. Dois cavalos vivem lá. De longe, parecem cavalos como os outros cavalos, mas, quando se olha bem, percebe-se que um, deles é cego. Contudo, o dono não se desfez dele e arrumou-lhe um amigo - um cavalo mais jovem. Isso já é de se admirar. Se você ficar observando, ouvirá um sino. Procurando de onde vem o som, você verá que há um pequeno sino no pescoço do cavalo menor. Assim, o cavalo cego sabe onde está seu companheiro e vai até ele. Ambos passam os dias comendo e, no final do dia, o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo. E você percebe que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o acompanha, e, às vezes, pára para que o outro possa alcançá-lo. E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo. Como o dono desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios. Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio quando precisamos. Algumas vezes somos o cavalo cego guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas. Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar seu caminho. E assim são os bons amigos. Você não precisa vê-los, mas eles estão lá. Por favor, ouça o meu sino. Eu também ouvirei o seu!". Diz-se que somos seres evoluídos. Sim, somos. Mas, o que é, mesmo, 'evolução'? Li - já não sei mais onde – que "evolução é quando a gente está lá na frente e sente vontade de buscar quem ficou para trás"! É uma verdade que cutuca, que desinstala, que nos provoca para sermos felizes! Machado de Assis, nosso grande escritor, como que sentenciou: "Não é amigo aquele que alardeia a amizade: é traficante; a amizade sente-se, não se diz"! Sim, a amizade se sente, ela mora no lado esquerdo do peito, naquele lado em que o soldado meteu a lança e de onde saiu água, a água Viva do corpo de Quem morria para dar-nos a vida em abundância... Confúcio, o mais célebre filósofo chinês, morto em 479 a.C., deixou-nos um alerta: "Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade"! Albert Einstein, físico alemão naturalizado americano, faleceu em 1955. Prêmio Nobel em 1921, criador da teoria da relatividade, teólogo evangélico, escreveu também sobre a amizade. E o fez muito bem. Disse assim: "Pode ser que um dia deixemos de nos falar... Mas, enquanto houver amizade, faremos as pazes de novo. Pode ser que um dia o tempo passe... Mas, se a amizade permanecer, um de outro se há de lembrar. Pode ser que um dia nos afastemos... Mas, se formos amigos de verdade, a amizade nos reaproximará. Pode ser que um dia não mais existamos... Mas, se ainda sobrar amizade, nasceremos de novo, um para o outro. Pode ser que um dia tudo acabe... Mas, com a amizade construiremos tudo novamente, cada vez de forma diferente, sendo único e inesquecível cada momento que juntos viveremos e do qual nos lembraremos para sempre. Há duas formas para viver a sua vida: uma é acreditar que não existe milagre. A outra, é acreditar que todas as coisas são um milagre!". Que o Senhor e Amigo abençoe nossos amigos. E que cada um de nós possa ser, para o amigo, para a amiga, uma bênção, assim como eles são uma bênção para nós."  


Texto escrito por: Carlos Martendal ( programapalavraviva@gmail.com)